Inês de Castro: Uma História de Amor

Inês de Castro: Uma História de Amor

Sempre gostei muito de história. Acredito que conhcer o nosso percurrido pelo mundo é umas das melhores formas de aprender sobre o ser humano.

Deste modo, adoro ler sobre os nossos antepassados e até ver  filmes baseados em fato reias.  No entanto, há algo que sempre me ponderei… Gostamos tanto de histórias de amor, mas onde está o filme de Inês de Castro?

Bem, eu sei que a história não aconteceu como a lenda diz… Mas, o amor que sentiram foi sem dúvida algo verdadeiro.  A história portuguesa é tão rica e interessante, que Hollywood deveria estar a estudá-la ao pormenor!

Quem foi Inês de Castro?

Assim sendo, Inês de Castro chegou a Portugal como dama de companhia da segunda esposa de D. Pedro, a Constanza Manuel de Castilla.  Os dois conheceram-se na véspera do seu casamento com Constanza e desde aí a paixão cresceu indiscutivelmente.  O seu amor correspondido levou-os a ter uma relação conhecida por todos.

Por isso, o Rei Afonso IV irritado com o amor adúltero do seu filho com Inês, decide mandá-la para o exílio.  Foi enviada para Alburquerque, em Castela, mas isto não foi empedimento para o seu amor. Já que de lá continuou a enviar e receber cartas do seu amado.

No entanto, um ano mais tarde a Constanza morreu no nascimento do Fernando e, desta forma, o Pedro ficou livre do seu casamento por conveniência. Portanto, consegue trazê-la de volta e instalá-la num palácio perto do mosteiro de Santa Clara.

Assim nos próximos cinco anos, o Pedro e Inês viveram os seus anos mais felizes em que tiveram quatro filhos (Afonso, João e Beatriz Diniz). Em 1354 eles casaram-se em segredo com o Bispo da Guarda. A Fonte dos Amores foi a testemunha para as confidências do casal e continua até hoje como uma lugar lendário do romance.

Fim trágico

O Pedro foi gradualmente aproximando-se dos dois irmãos da Inês, o Álvaro e o Fernando de Castro. Que viram a oportunidade de obter o apoio português para a luta contra o Rei de Castilla e até conseguem oferecer ao infante o trono.

No entanto, Afonso IV opôs-se a esses planos porque se o Reino de Castilla era incomodado a  independência de Portugal corria risco. Nem confiava nos irmãos da Inês, pois acreditava poderiam estar a conspirar contra o seu neto Fernando, filho de Pedro e Constança, para levar ao poder um dos quatro filhos bastardos.

Deste modo, a Inês foi considerada como uma forte ameaça para o Estado Português. Três dos seus diretores (Pedro Coelho, Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco) convenceram o Rei de escolher a morte da Inês como a única maneira de acabar com muitos riscos políticos.

As dramáticas circunstâncias do seu relacionamento com Pedro I levaram ao seu assassinato.  Assim sendo, em 7 de janeiro de 1355, três cavaleiros leais ao Rei levaram a cabo a sua vontade quando impiedosamente abatiram e enterraram o seu corpo na igreja de Santa Clara.

A Vingança

Pedro, que estava ausente, ao saber do triste fim da sua amada, ficou devastado e começou uma luta contra seu pai, causando pesados ​​combates. A rainha-mãe, Dona Beatriz, teve de intervir para assinar um tratado de paz em agosto daquele ano. Dois anos mais tarde, em 1357, morreu Alfonso IV e Pedro subiu ao trono. O seu primeiro ato como rei foi procurar os assassinos de Inês de Castro refugiados em Castela.

Rainha Depois da Morte

Em 1360 ele confessou o seu casamento com Inês de Castro, para que se tornasse rainha digna de todas as honras. Assim, no mesmo ano, o corpo da sua amada foi solenemente transferido do convento de Coimbra para Alcobaça Mosteiro. Já que aí é onde os monarcas portugueses estão enterrados. Pedro tinha construído para ela um mausoléu de pedra branca esculpido com ela coroada na tampa.  A lenda conta que ele mandou colocar o corpo da Inês no trono coroada e obrigou os nobres a beijar a mão da sua Rainha.

Anos mais tardes, ele mandou construir um túmulo semelhantes para ele. Quando ele morreu, em janeiro de 1367, foi enterrado ao lado de Inês. A posição inicial foi lado a lado, de pés virados a nascente. Na década de 1780, estes foram deslocados ao panteão real, onde froam colocados frentre a frentes.  No entanto, em1956 foram mudados a sua localização actual. Assim, frente a frente, nasceu a lenda em torno a sua posicção: que estavam frente a frente  para que no dia da ressurreição, poderiam levantar-se e cair em braços um do outro. Ou “possam olhar-se nos olhos quando despertem no dia do juízo final”

Por isso, a sangrenta vingança de Pedro e a lenda da coroação do seu cadáver exumado, tornam a Inês de Castro num frequente tema de arte, música e drama. Eu pessoalmente, adorei o episódio dos Lusíadas, foi aí que o meu interesse pelo tema nasceu,